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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

O Verdadeiro Apreciador

Por muito que a sociedade se laicize, o facto é que continuamos a querer criar religiões. Ou partidos (às vezes confundem-se).

Aos crentes da verdadeira fé, sucedem-se os Verdadeiros Apreciadores, do café aos charutos, do bacalhau à francesinha. Criam as suas capelas, a que gostam de chamar confrarias, e gostam de se constituir como uma elite superior, pelo simples facto de não porem açúcar no café. Nem no chá. Nem sequer saberem o que é chocolate branco.

E são de um proselitismo irritante:

“Vais pôr açúcar no chá? O verdadeiro apreciador bebe-o puro”.

Aliás, é algo comum a todo o membro de uma qualquer Igreja do Verdadeiro Único e Autêntico Apreciador, a demonização das misturas.

E há vários graus de pecados, dos veniais (deixar cozer o esparguete mais de 2’43” ou misturar gasosa na imperial) aos mortais (usar Barca D’Alva para fazer sangria ou queijo de Azeitão na tosta mista).

Não admira, portanto, que tenha assistido a este diálogo num restaurante argentino:

- Como queres o bife?

- Frito em manteiga, meio-termo

- Ah sim? O Verdadeiro Apreciador prefere-o mal passado, grelhado só com sal.

- Herejes! O Verdadeiro Apreciador nem põe sal, isso estraga-lhe os sucos, poisa-se na chapa, vira-se e já está.

- Blasfémia! O Verdadeiro Apreciador, segura-o com uma pinça de madeira de jatupicafá a 21’2cm de um tronco incandescente de madeira de truficapé, durante 0,26”, e não usa talheres.

- Revisionistas! O Verdadeiro Apreciador vai ao pasto e come directamente da vaca!

a modos que:
sonidos: Vinil
publicado por Miguel O às 22:14
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2 comentários:
De Daniel Malafaia a 24 de Setembro de 2008 às 12:25
Tens razão ultimamente os tenho visto nas noticias confrarias de tudo e de nada. Mas que raio fazem eles lá MEU DEUS? QUE RAIO?
QUE foi o tipo sem vida nenhuma que decidio criar uma confraria e dedicar até à sua morte o seu rico tempinho?
De Miguel O a 24 de Setembro de 2008 às 22:54
Em primeiro lugar, obrigado. Já estive a ver o seu blog e tem coisas bem engraçadas, sim senhor.

Quanto à confraria, digamos que ocupa um nicho de mercado ainda não explorado.
Vejamos, qualquer homem casado precisa de um pretexto para não ter de aturar a mulher. O divórcio não resolve, além do que custa a pensão de alimentos, rapidamente aparece outra que nos dá a volta, e lá estamos nós a aturar duas (a primeira nunca vai deixar de nos moer o juízo) em vez de uma, com a agravante de vir com mais uma catrefada de sogros, cunhados e afins.
Não. Por tradição, um homem precisa de qualquer actividade extracurrícular que lhe permita o merecido repouso cerebral (e auditivo). Como actividades clássicas temos o bricolage na garagem, as viagens de negócios, a pesca, a caça, as concentrações motards, a SAD do Recreativo de Preciosas do Vouga, etc.
Como em qualquer mercado, existem sempre nichos por explorar, e a confraria ocupa um desses nichos, oferecendo aos confrades motivos para escapadelas, ao mesmo tempo que confere algum status. O a sensação de que se obteve algum status, o que já não é nada mau.

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