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Sábado, 21 de Junho de 2008

Manual de sobrevivência em tempos de crise – Parte III – Alimentação

 

Já tem onde morar, como transportar-se, agora vamos comer. Existem várias entidades que se dedicam a alimentar os menos favorecidos. Mas destinam-se a pessoas verdadeiramente carenciadas, e não a pelintras como você. Analisemos, portanto as alternativas. Duas palavras mágicas: Food Court. Os centros comerciais são uma fonte inesgotável de recursos. Escolha o seu alvo criteriosamente, aproxime-se discretamente de uma família que esteja a consumir fast-food, e aguarde pacientemente numa mesa próxima. Quando se retirarem, ocupe a sua mesa antes que as senhoras da recolha dos tabuleiros se aproximem. Faça ar de quem já almoçou e está à espera que a(o) namorada(o)  lhe vá buscar o café. Alimente-se. As famílias desperdiçam sempre imensa comida, muitas vezes embalagens intactas de hamburgers ou batatas fritas. Se a família lhe pareceu limpinha, pode atrever-se a acabar as sandes ou os refrigerantes. Vá aos balcões dos fast foods pedir mais uma embalagenzinha de ketchup, maionaise ou mostarda. O ketchup é uma fonte importante de vitamina C, betacaroteno e outras coisas saudáveis. Peça também mais um garfinho, colherzinha, faquinha, pratinho, copinho. Após algumas semanas vai conseguir um serviço de mesa completo, em policarbonato. Não se esqueça é que tem sempre de pedir com “inho”. Ninguém rejeita nada a quem pede com “inhos”.

Outra fonte se alimentação num centro comercial é o hipermercado. Nos dias de maior movimento, há sempre promotoras a sugerir-lhe que prove comida, queijos, iogurtes, enchidos, bolachas, etc. Sirva-se da secção de acessórios de moda para poder passar várias vezes na mesma banquinha. Quando estiver bem alimentado não se esqueça de ir  lá pôr os acessórios outra vez, roubar nas lojas dá prisão, e ir de cana também sai caro.

Por fim, há outros produtos de que se pode abastecer gratuitamente num centro comercial, embora a sua recolha já se encontre na área cinzenta do “estou a servir-me/furto”. Refiro-me às instalações sanitárias, onde leitores menos escrupulosos, munidos de garrafas, poderão abastecer-se de água, sabonete e papel-higiénico. Como não quero ser processado pela Sonae, não aconselho este procedimento.

 

E pronto, aqui encerro esta trilogia com um último conselho: Não adoeça, adoecer sai caro.

Caso verifique que, de facto, está a conseguir poupar imenso dinheiro com este Manual, pode sempre enviar-me um donativo. Bem haja.

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publicado por Miguel O às 13:40
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5 comentários:
De Veruska a 21 de Junho de 2008 às 13:57
Eu gostaria de acrescentar que o abastecimento gratuito de papel-higiénico é mais fácil, cómodo e pode se feito com maior rendimento nas estações de serviço das auto-estradas!
De Miguel O a 23 de Junho de 2008 às 09:38
Obrigado pelo comentário, e pela dica. Só que não se pode ir de bicicleta para uma autoestrada, está a ver?
De Il Conte a 21 de Junho de 2008 às 14:01
Nossa! Há uns tempinhos que não ponho os pés no seu pais...mas serio que agora era preciso deixar conselhos desses? quer dizer...conselhos os seus muito inteligentes e úteis sei lá no zimbabué do mugabe, na romenia, e até nos proprios estados unidos, onde vivem imensos pobres...agora, no seu pais...em Portugal...não sei...nunca tinha ouvido falar de pessoas morridas pela fome em Portugal em 2008. Não se acha nada exagerado? Olhe, eu nem posso dizer, não vivo em Portugal, sou estrangeiro, voces é que sabem, somente parece-me esquisito isso de ir de garfo na casa de banho num centro comercial de lisboa para roubar agua ou sabonete, quer dizer, não era mais simples pedir uma moeda na rua de esmola e depois ir aos chinos comprar um sabonete de 30 centimos ou no lidl comprar uma garrafa de agua 17 centimos?
De Miguel O a 23 de Junho de 2008 às 09:41
É um post sarcástico. A malta em Portugal não tem cheta mas continua a querer LCD's, telemóveis de última geração e BMW's. Mas acho que por aí também não deve se diferente...
De Il Conte a 23 de Junho de 2008 às 19:05
ah, era pois humor sarcastico, desculpe nao tinha percebido logo, sendo assim ja faz sentido. sim , por ca é igualzinho, imaginou bem, todos a encher-se de dividas para luxos inuteis, realmente acho que deviamos aprender a sermos mais poupadinhos gastando o dinheiro para as coisas realmente importantes (casa,familia,formaçao,trabalho,saude, etc.)

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